sábado, 12 de julho de 2014


Uma amiga me deu de presente de aniversário o livro "Eleanor e Park", segundo ela a história é fofa e tem uma pegada meio John Green (autor da "Culpa é das Estrelas), mas ela estava enganada, o livro em questão não tem nada a ver com as histórias de amor contadas pelo John Green, é ainda melhor.

Eleanor é uma garota que foge do comum, ruiva, gordinha e com um estilo pra lá de inusitado, isso tudo somado a uma família desestruturada.

Park é um mestiço coreano de olhos verdes e cabelo bem cortado, que gosta de quadrinhos, bandas legais e taekwondo, tem uma família perfeita e não é zoado porque quando era mais novo namorou a menina mais popular e insuportável da escola.

Eleanor e Park são tão diferentes e tão parecidos que fica difícil não se apaixonar por eles e pela história de amor que começa no ônibus escolar, quando a "ruivona" lê por cima do ombro os gibis do "mestiço idiota," e aí começa uma série de gestos fofos até que - UOU para tudo - aquela sensação maravilhosa do primeiro amor toma conta dos dois e da gente também, porque esse é o diferencial do livro, faz o leitor se sentir no lugar dos personagens e parte da história, é demais.

A Rainbow Rowell construiu tão bem o livro como um todo que os personagens parecem saltar das páginas a cada novo capítulo, vivem dramas tão corriqueiros da nossa vida real que você na metade do livro vai se perguntar se Eleanor e Park realmente existem ou se são apenas frutos da imaginação de uma autora que escreve sobre gente comum como você ou eu.

Eleanor e Park além de uma bela história contada sob dois pontos de vista é também a constatação de que ninguém está imune ao amor e aos sofrimentos decorrentes dele e dos problemas familiares. O livro é tão puro e sincero que mesmo depois do fim você ainda passa dias pensando nos "porquês" disso ou daquilo e reflete sobre os temas polêmicos que são abordados tão sutilmente.
Eu amei e super recomendo, é uma leitura fácil e gostosa, é o tipo de livro que ou se ama ou se ama. Ah, e antes que eu me esqueça "Eleanor e Park" vai ser adaptado para o cinema, ou seja, muito mais fofura à vista.

Beijo e boa leitura!


segunda-feira, 7 de julho de 2014



Oi gente, tudo bem? Estava com saudades de vocês, minha vida está uma correria, mas decidi que meu cantinho virtual não pode ser deixado de lado, eu amo isso daqui, amo escrever aqui e sei que muitos de vocês me acompanham e sem dúvida alguma me acham uma blogueira um tanto quanto desleixada (super verdade). 
Quero iniciar uma nova fase no blog, uma fase mais compromissada e com foco nos assuntos que domino melhor (filmes, seriados e livros), pois como já devem ter notado sou um desastre com coisas mais frufrus do tipo maquiagem, cuidados com o cabelo e toda essa coisa beauty.
Então, agora vou blogar sobre o que conheço bem e também escreverei aqueles textos que vocês tanto gostam sobre sentimentos e aleatoriedades.
Enfim, sem mais delongas, let's go!

Beijo, Elis.

terça-feira, 1 de abril de 2014



Eis que me deparo com a imagem no Facebook de um homem em frente a um monte de terra onde acima da foto dizia "coveiro bonitão é o novo favorito da internet", okay, deixei de lado, ignorei, esse tipo de informação não me chama a atenção, nunca fui de idolatrar a beleza alheia ou de ter surtos psicóticos por causa de um cara que não teve sorte como modelo e teve que seguir uma outra profissão (não sei se é o caso). Tudo estava perfeitamente bem até minha mãe algumas horas depois perguntar se eu já tinha visto a foto do tal coveiro, não vou mentir, fui um pouco ríspida com ela, mas foi aí que tive um estalo, uma lâmpada surgiu em cima da minha cabeça, afinal, por que diabos as pessoas criam um estereótipo de beleza de acordo com a profissão? Por que um segurança bonito é um espanto? Por que um coveiro tem que ser necessariamente um homem com aparência digna de filmes de terror? Não faz sentido, aliás, o mundo não vem fazendo muito sentido e a internet não está colaborando com isso.

Ultimamente tenho lido notícias bizarras, para não dizer desnecessárias. Ontem mesmo li um texto em que o autor usava o título "o estupro deve ser legalizado", se o título fosse o pior tudo bem, mas o conteúdo não tinha nexo algum, mencionava a virilidade masculina sendo provada no estupro e outras insanidades dignas de roteiro de filme indicado ao Oscar, uma barbárie sem limites, francamente nunca li algo tão ridículo em toda vida. Eu sei, você deve estar se perguntando neste exato momento o que um coveiro bonito tem a ver com um idiota que faz apologia ao estupro, pois bem, ambos surgiram da fonte inesgotável de informações, a internet. 

Não estou dizendo que você deve deixar de usar a internet, mas que esse tipo de informação inútil e que muitas vezes só vai gerar polêmica desnecessária pode ser evitável, "Elis, quem é você pra dizer o que eu devo ou não ler?", sou alguém que quer te ver menos ignorante e mais seletivo quanto ao conteúdo geral que tem acesso todos os dias. E sim, a ignorância vem sendo disseminada principalmente nas redes sociais, é triste ver alguém por exemplo dizer que a mulher tem como evitar o estupro ou que a Maria da Penha não precisou mostrar os seios para protestar, porque afinal de contas são pessoas que não possuem conhecimento histórico ou intelectual de nada, não sabem que a Maria da Penha teve que ficar paraplégica para que dezenove anos depois seu ex-marido fosse condenado, não se interessam em pesquisar nada, observam o mundo através de outros babacas que resolvem criar páginas para espalhar a burrice.

E sabe o pior? Você está ajudando na propagação dessas asneiras. É isso mesmo, está dando ibope, concordando com determinados temas sem pesquisar antes do que se trata, e o principal, está se deixando levar por opiniões fundadas em antigos preconceitos e pontos de vista sobre fatos sociais, aparência e tantas outras coisas. Sai dessa, aprenda a questionar e a filtrar as notícias e informações. Não acredite em tudo que lê, busque outras fontes, seja inteligente e não mais um idiota criado na internet.

Beijo :*
Elis


domingo, 16 de fevereiro de 2014


Sempre fui o tipo de garota que pensa mil vezes antes de agir, peso na balança os prós e contras de absolutamente tudo, somo vantagens e desvantagens, não gosto de sair lesada de nenhuma situação e quando isso acontece geralmente volto ao início das contas matemáticas da vida, infelizmente não sou boa com cálculos e isso me causa alguns contratempos, planos adiados, decepções, falsas expectativas e todas aquelas outras coisas que acontecem depois de dar algo errado.

É, sou desastrada por natureza, e já não me surpreendo com adversidades, sempre espero o pior e quando sou contemplada com algo realmente bom não sei nem como agir, mas acho que isso é o que chamam de viver. Viver é esperar que as coisas possam dar errado, mas nutrir a esperança - mesmo que pequena- de que alguém lá em cima torça muito pela sua felicidade, torça muito por você.

Beijo :*
Elis
 
© 2012. Design by Main-Blogger - Blogger Template and Blogging Stuff