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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014



As tardes no parque, as noites no cinema e os domingos movidos à intermináveis conversas faziam de nós um tipo de casal, um casal meio esquisito.

Suas piadas são as piores que já ouvi, mas mesmo assim eram as que eu mais dava risada. Definitivamente você nunca foi o mais simpático ou amável carinha que passou pela minha vida, tão pouco o que eu mais gostei, mas mesmo assim éramos atraídos como a gravidade. Eu necessitava ver seu rosto e contar sobre meu dia, era viciada na sua companhia e no seu sorriso de canto.

Me sentia alguém melhor quando estava contigo. Era menos egoísta e talvez até mais feliz. Foi difícil dizer adeus a tudo que eu sentia quando você era um pouco meu e eu um pouco sua, foi difícil não correr para contar que enfim consegui assistir uma comédia romântica sem derrubar rios de lágrimas e que parei de tomar refrigerante. Foi realmente difícil dormir sem ouvir sua voz. Queria tanto contar que assisti Star Wars e que terminei de ler Senhor dos Anéis, mas você não se importa mais. Nunca me disse adeus, nunca deu uma desculpa, apenas sumiu. Parou de ligar.

Todas as minhas tentativas de entender o que aconteceu foram falhas, deixei de lado, coloquei a máscara da indiferença.

Ontem fui em uma balada, odeio baladas, mas precisava de um pouco de distração, um pouco de sorrisos. Beijei um cara qualquer e te odiei, odiei porque queria que fosse você me beijando, sinto sua falta.


Beijos
Elis




domingo, 16 de fevereiro de 2014


Sempre fui o tipo de garota que pensa mil vezes antes de agir, peso na balança os prós e contras de absolutamente tudo, somo vantagens e desvantagens, não gosto de sair lesada de nenhuma situação e quando isso acontece geralmente volto ao início das contas matemáticas da vida, infelizmente não sou boa com cálculos e isso me causa alguns contratempos, planos adiados, decepções, falsas expectativas e todas aquelas outras coisas que acontecem depois de dar algo errado.

É, sou desastrada por natureza, e já não me surpreendo com adversidades, sempre espero o pior e quando sou contemplada com algo realmente bom não sei nem como agir, mas acho que isso é o que chamam de viver. Viver é esperar que as coisas possam dar errado, mas nutrir a esperança - mesmo que pequena- de que alguém lá em cima torça muito pela sua felicidade, torça muito por você.

Beijo :*
Elis

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013



Abrir os olhos e lembrar que mais um dia começou. Oito da manhã, café com leite, pão com manteiga, escovar os dentes, vestir o velho casaco marrom, ir trabalhar. TIC TAC. O relógio não para.
Cumprimentar o porteiro, sorrir educadamente para o manobrista, acenar pra vizinha chata do sexto andar. Ops, esqueci de alguma coisa. Correr de volta para o apartamento, dar comida para o gato, trancar a porta, estou atrasada.
Textos e mais textos, o dia não acaba. Xícara de café, biscoito de manteiga, droga, e esse almoço que não chega?
Almoçar, verificar quanto ainda falta para o final do dia, checar emails, ligar para a mãe, pagar a conta do restaurante.
Trabalhar, trabalhar, trabalhar. Xícara de café, respira o fim do dia está aí. Fazer xixi antes de sair, passar batom, se despedir dos colegas.
Em casa enfim, cozinhar, assistir TV, atualizar o facebook, dormir.
Abrir os olhos e lembrar que mais um dia começou. Oito da manhã, café com leite, pão com manteiga...


Beijo :*
Elis

domingo, 17 de novembro de 2013


Logo depois de voltar daquele café - sozinha - senti a enorme necessidade de jogar um pouco de conversa fora, discutir sobre cultura e até me arriscar no assunto política, revirei a lista telefônica e conforme os nomes surgiam lembrei que a quantidade de pessoas disponíveis e conhecidas para conversar em uma tarde de domingo era limitado, quase inexistente ouso dizer. Senti a solidão bater com força na porta do meu apartamento naquela tarde, fui pega por uma nostalgia deprimente quando comecei a olhar fotos antigas no notebook, a vida já tinha sido muito mais agradável em outros tempos, eu já tinha sido uma companhia melhor.

Enquanto olhava foto por foto, me recordava de que tudo tinha sido mais fácil, ou quem sabe difícil, a maior diferença estava no modo que agia. Realmente, nunca fui um exemplo de pessoa em questão de relacionamentos, tanto no quesito amor quanto nas amizades, desde sempre um desastre. 

Nunca gostei de dizer "bom dia", "como vai?" ou o clichê "eu também te amo", mas como vivemos em uma realidade onde sorrisos falsos estampam rostos tristes acabei tendo que me adaptar, se não pode com eles junte-se à eles. Comecei com sorrisos amarelos, abraços com revirar de olhos, apertos sujos de mãos e beijos obrigados, tudo feito à contra gosto.

 Tive amigos e companheiros que realmente se importavam - ou tanto faz - e as vezes até conseguia oferecer reciprocidade. Outros já buscam mostrar que supostamente se importam, insistem em festas surpresas, sorrisinhos irônicos munidos de deboche, utensílios de cozinha, colares, anéis de ouro, se eles soubessem o quanto desteto anéis de ouro. Para não dizer que sou de um todo isolada eu até que gostava de alguns mimos, gestos e surpresas, porque em alguns momentos eu não precisava fingir nada, soltava uma piadinha infame aqui, outra lá, Deus, como é boa a sensação de ser você mesma.

Infelizmente cansei das mesmas pessoas, das mesmas coisas, dos mesmos gostos. Fui diminuindo o uso dos sorrisos, dos olhares, dos abraços e dos beijos, até chegar em um ponto onde isso era quase inexistente, onde o barulho da torneira pingando era um dos poucos ruídos que tinha a oportunidade de ouvir no apartamento. Escutei muitas músicas e escrevi muitas cartas que nunca foram entregues, maldita nostalgia. No fim era apenas eu, eu e meu ego destruído.


O texto de hoje foi escrito em parceria com um amigo, Pablo Silva ah garotos que escrevem, espero que tenham gostado.

Beijo :*
Elis

domingo, 3 de novembro de 2013


Da última vez que tive notícias suas fingi não me importar, mas a cada dia fica mais difícil ignorar o fato de você ter seguido em frente e eu ainda estar estagnada na mesma esquina onde tudo acabou. Não sei nem se isso é amor ou ressentimento, quem sabe inveja seria a palavra. Você sempre lidou tão bem com problemas, depois das discussões simplesmente virava para o lado e dormia como se nada pudesse te abalar e te tirar o sono. 

Talvez seja isso, tenho inveja da sua capacidade mental de passar por cima dos problemas, mas esperava que eu fosse no final das contas mais que um peso, queria sinceramente que você sofresse, chorasse, tivesse insônia e ficasse com o celular na mão esperando uma ligação que nunca veio, mas essa sou eu.

A sensação de ter sido apenas mais uma me causa ânsia de vômito. Você se quer ligou para perguntar como eu estava, não se preocupou em dar desculpas e justificativas, não se preocupou em dizer que eu merecia alguém melhor ou que realmente apreciasse minha companhia, só foi embora, sem dizer adeus.

Sinto que a vida só vai seguir em frente depois que ouvir da sua boca os porquês e o adeus definitivo, mas ao mesmo tempo ainda tenho a esperança estúpida de que vou ter ter de volta, não me julgue por isso, a culpa é sua.

Beijo :*
Elis

sábado, 28 de setembro de 2013


Quem me conhece já sabe que geralmente falo de um jeito ponderado e não ergo a voz, até mesmo quando atendo o celular mantenho o mesmo tom e talvez por ser assim odeie tanto quando os outros falam gritando. Me desculpe, mas o ouvido alheio não é penico, o que você diz não vai ter mais relevância se for dito aos berros. Sabe quando você fica gritando com seus filhos dentro de casa? Então, todos os seus vizinhos escutam e lamentam eles terem uma mãe ou pai que precisa gritar para chamar a atenção. Gente que grita nunca é vista com bons olhos, porque gritar é equivalente à perder a razão. Falar com calma é uma boa forma de expor argumentos e se gritar é sua praia talvez seja melhor ir trabalhar com bois, porque eles sim atendem berros.

Esses dias estava no carro com meu pai e um caminhoneiro em todo o percurso andou fazendo zigue-zague em alta velocidade na pista, fez ultrapassagens perigosas e isso me fez refletir na quantidade de pessoas que morrem por causa de motoristas como esse caminhoneiro, que só enxerga o próprio umbigo e que prioriza suas necessidades particulares se esquecendo que o trânsito não é feito apenas do seu veículo. Naquele momento a gente só pensava em xingar o dito cujo, meu pai (é claro!) buzinou, mas o caminhoneiro fez ainda mais pirraça. Meu pai ia para o lado direito e ele ia junto, meu pai tentava passar para o esquerdo e ele fazia o mesmo, um legítimo idiota (para não usar termos mais pesados). Quando enfim pegamos o retorno ouvimos lá de cima do viaduto alguém gritar "filho da puta!", até agora não sei se foi o caminhoneiro se referindo ao meu pai ou se foi outro motorista cansado das trapalhadas do indivíduo. Me assusta que gente assim tenha habilitação para dirigir, e agora estou ainda mais cuidadosa já que também sou motorista (lembram?). Meu reino por um mundo com motoristas mais prudentes.

Beijo :*
Elis

quinta-feira, 15 de agosto de 2013


Em um dia desses de tédio comecei a procurar canais legais no youtube e achei um vídeo onde um rapaz falava com propriedade sobre admirar as coisas pequenas da vida. Apesar de ser clichê e de parecer frase de adesivo de caminhão é uma das maiores verdades que a gente finge que entende, mas que no outro dia já esquece.
Somos tão influenciados por grandes acontecimentos que esquecemos aquelas alegrias mais simples do dia-a-dia, e não estou falando do pôr-do-sol ou da lua, mas sim de quando você pega um ônibus vazio (sim, isso me deixa feliz) ou quando aquela música diz exatamente o que está sentindo. Sou aquele tipo de pessoa que fica contente comendo uma coxinha cheia de catupiry com guaraná power (me deu até vontade agora) ou rindo com as amigas em uma conversa descontraída no facebook.
Gosto muito de observar casais de idosos e pensar "será que comigo vai ser assim?" e fico meio besta imaginando. Acho hilário quando meu primo de dois anos chama meu gato de "dato" ou quando minha mãe diz que somos melhores amigas, isso tudo de alguma forma me preenche e me transborda. 
Sou movida por esses pequenos momentos de alegria e mesmo com todas as dificuldades consigo tirar algo bom de tudo (menos de nota ruim haha) e essa é sem dúvida a melhor forma de viver, aos poucos.

Beijo :*
Elis

terça-feira, 23 de julho de 2013


Era uma vez uma garota que decidiu que nunca mais sofreria por amor. Ela afastava todo e qualquer cara que tentava se aproximar, seus relacionamentos duravam pouco tempo, mas ela não se importava e não sentia falta disso. Não sentia falta do frio na barriga ou de ficar um domingo assistindo filme acompanhada. Focou a vida em outras coisas e deixou de lado toda expectativa de se apaixonar de novo.
Um dia essa garota conheceu um carinha bem humorado que gostava de Beatles e livros antigos, que ia em museus e apreciava arte, que preferia cafés à Mc Donald, elogiava suas sardinhas e que tinha lindas tatuagens no corpo. No começo ela sentiu medo, ele era tudo que ela queria e tudo que evitava também. Ele tinha um sorriso lindo e boas piadas e ela corava quando ele à elogiava.
Ele disse "vamos tentar?" ela respondeu "tenho medo". Ele entendeu que isso só podia ser resultado de um idiota do passado. Segurou a mão dela e baixinho sussurrou "e que graça teria se não tivesse? Você não deixa de ir em uma montanha russa porque tem medo, ou deixa?" a garota com um sorriso tímido suspirou e balançou a cabeça em negativa, era um bom argumento admitiu mentalmente.
A garota não tinha como dizer não e não queria dizer não, decidiu que com ele podia ser diferente. Resolveu tentar. 
Agora ela tem uma primeira tatuagem que fez enquanto ele segurava na sua mão. Vão ao cinema de vez em quando, assistem peças de teatro, planejam novas tatuagens e viagens. Ela se sente sortuda por ter ele. Ele se sente sortudo por ter ela. Se completam em tudo a até já pensam em casamento, mas calma, um passo de cada vez.

Beijo :*
Elis

domingo, 14 de julho de 2013


Em uma dessas madrugadas de insônia tive a terrível e mais ameaçadora dúvida que alguém pode ter, "Como ele deve estar?". Não resisti e abri o notebook, que parecia já esperar pelo ataque de curiosidade na madrugada. Excitei um pouco, não parecia certo sentir tanto interesse à essas horas sobre a vida alheia, principalmente se tratando de quem era.
Talvez a vida online dele não me revelasse muito ou talvez revelasse tudo, apesar de que em todo o tempo de convivência nunca achei de muita relevância sua movimentação virtual.
Abri o navegador e de cara já digitei o endereço do site do facebook, procurei pelo seu nome na barra de pesquisa e lá estava você com aquela foto de mil anos atrás sorridente e com um copo de chopp na mão direita, sempre odiei essa foto. Segurei a risada. Sua página exatamente igual, sem nada que pudesse indicar o rumo que sua vida sem mim tinha tomado. 
Entrei no seu twitter, que estava abarrotado de tweets com links para o instagram, cliquei em todos e fiquei um pouco chocada com suas idas frequentes aos velhos bares que costumávamos ir juntos. Fui tomada por uma nostalgia sufocante, poderia chorar, mas o pacote de lágrimas dedicadas à você tinha chego ao fim há meses atrás.
Por enquanto nem sinal de uma nova namorada ou ficante, mas isso não quer dizer nada, sei muito bem do quanto você costuma ser discreto com relacionamentos. Stalkeei por mais algum tempo, mas não encontrei nada demais. 
Tentei dormir de novo, mas aquela dúvida ainda incomodava e em um impulso mandei uma sms:
"Oi, como você está?" "Porra, sabe que horas são!?" e logo em seguida recebi outra "Estou bem, agora vá dormir!". Isso foi o suficiente, ele está bem e é isso que importa. Importa pra quem mesmo?

Beijo :*
Elis

terça-feira, 18 de junho de 2013


Nessas idas e vindas a gente sempre acaba trombando em velhos amores, e o passado resolve apertar a campainha do seu coração de novo, não deixe entrar.
Não se deixe iludir pela segunda, terceira ou quarta vez. Se já doeu nas tentativas anteriores imagine agora. Para ser sincera não acredito que de uma hora para a outra as pessoas mudem, isso é utopia. Ninguém vai deixar manias e hábitos por você, assim como você não vai deixar por alguém.
Chega dessa história de querer viver um replay do que aconteceu, toque o barco sem olhar para o que passou.
Não gaste tempo preocupado com a vida do outro, se dê a oportunidade de ser feliz de novo, de sorrir de novo e de amar de novo.
Já dizia aquela velha frase: "Quem vive de passado é museu". Pratique o desapego, amor próprio é tudo.

Beijo :*
Elis

quarta-feira, 5 de junho de 2013


Nos últimos tempos venho notando o quanto as pessoas estão mais covardes. Muita gente com medo de tentar e de fazer acontecer, mas o que me chama mais atenção é que não é apenas em um ou dois quesitos da vida e sim em vários, desde vida profissional até relacionamentos. 
Não sou a melhor pessoa para dar este tipo de conselho, até porque já perdi tantas oportunidades pela falta de atitude, mas gosto de pensar que melhorei ou que estou melhorando neste aspecto.
Em primeiro lugar nada cai do céu, seu príncipe não virá em um cavalo branco enquanto você espera na janela (tem coisa mais brega que isso?) e sua princesa não estará na porta da sua casa quando você quiser que ela esteja, aceite a realidade. A vida é bruta meus caros, a vida machuca, a vida educa, mas acima de tudo a vida te dá chances incríveis de cada dia tentar mais uma vez.
Estamos com uma superpopulação de garotos, faltam homens no mercado, mas como assim Elis? Não conheço muitos que dão a cara para bater, eles estão sempre esperando um sinal (?) da nossa parte ou outro aparecer e demonstrar interesse. Gosta da garota, mas não tem coragem de falar, parece que está esperando ela desencantar e partir para outro, e sim se você demorar demais COM CERTEZA ela vai deixar a fila andar (um soco no seu estômago, ruim né?). Então não perca tempo, mergulhe de cabeça e arrisque, o máximo que pode acontecer é levar um fora, mas e daí? Pelo menos não vai ficar com o "e se..." na cabeça.
Meninas, vocês precisam facilitar um pouco também, não se "joguem" para cima do cara, mas saiba demonstrar o quanto você está interessada, um grande amigo meu sempre diz "o garoto não sabe o quanto você está na dele se não deixar claro isso".
Na dúvida lembre-se do quanto a vida é curta para ficar de "mimimi", tem oportunidade que só aparece uma vez.

Beijo :*
Elis

sábado, 25 de maio de 2013


Hoje você me disse que eu tinha uma porcentagem maior de culpa por este relacionamento ser um tipo de montanha russa infinita e devo dizer que discordo. Fiz de tudo para dar certo em todas as vezes, me humilhei, engoli o orgulho e chorei durante várias noites apenas esperando um telefonema seu, a merda de um simples telefonema, mas você sempre foi incapaz de correr atrás de algo imagina de alguém. 
Superestimo demais sua capacidade de demonstrar afeto e sempre sou decepcionada pelo seu coração gelado e sua falta absurda de consideração. Felizmente cansei de toda essa porcaria, cansei de não receber a recíproca, cansei de você.
Me deixe aqui quieta no meu canto e saia de mansinho sem quebrar nada, já que o principal você já quebrou. Leve tudo que é seu, não quero lembranças, quero apenas que se vá e não volte. Esqueça meu endereço, meu telefone e da minha existência se for possível, porque já estou dando um jeito de esquecer da sua.
Não faço questão de gastar tempo dizendo tudo isso na sua cara, por isso deixei esse bilhete na porta da geladeira, faça o favor de pelo menos agora sair sem deixar a tampa da privada levantada.
Att. A garota que deixou de ser otária.
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Beijo :*
Elis

segunda-feira, 13 de maio de 2013


Meu coração anda inquieto, é como se algo estivesse para acontecer. Sinto borboletas no estômago por antecipação, e uma vontade enorme de sair sem destino, quem sabe assim eu te encontre casualmente com aquela barba por fazer e aquele cheiro de mar. Quem sabe assim a gente não tenha mais uma chance de começar tudo de novo, certo?
Quem sabe assim os textos do Caio Fernando de Abreu possam parar de me torturar noite pós noite. Quem sabe assim meu travesseiro não precise mais servir como "porta-lágrimas". Quem sabe assim eu perceba que isso não é amor e sim um tipo de dependência psicológica e física.
Quem sabe assim eu não sinta um arrepio na espinha só de ouvir seu nome. Quem sabe assim eu encontre alguém melhor (o que é impossível). Quem sabe assim eu pare de ler antigas declarações de amor.
Quem sabe assim eu te esqueça e não enlouqueça por isso. Quem sabe assim.

Beijo :*
Elis

domingo, 28 de abril de 2013


Hoje senti vontade de escrever. Escrever um pouco sobre um ponto de vista particular. Tem dias que levanto desejando encontrar o amor, não precisa ser aqueles de filme e de tirar o fôlego, pode ser um amor tranquilo, suave, mas que me preencha por inteiro até que não sobre mais espaço. Não tenho muita sorte com relacionamentos e tão pouco com pessoas, criei um tipo de realidade paralela onde converso com meus botões e me isolo do mundo quando a vida real se transforma em uma grande merda. 
Devo grande parte do meu mal humor à TPM, os hormônios me afetam demais, já não sou mais eu e sim uma Elisama monstruosa que costuma dar as caras alguns dias no mês. Nesses dias digo tudo sem pensar, solto verdades que com esforço consegui guardar em um baú isolado, fico no veneno vinte a quatro horas por dia só esperando que alguém cometa um mínimo movimento brusco e mal pensado.
Essa semana um vizinho resolveu se intrometer na alimentação dos meus cachorros, tentando ensinar a quantia adequada que elas deveriam receber, o sangue me subiu, era mais de dez horas da noite e um cara que teve um cachorro na vida se sentiu no direito de dar "pitaco" na forma como alimento minhas cadelas? Isso foi a gota d'água. Posso não ter lá 30 anos de idade, mas já tive muitos cachorros e sei ler a embalagem da ração que consomem, não preciso que alguém se intrometa (um desabafo!).
Odeio quando alguns se sentem donos da razão, guarde sua opinião para quem se importa, antes de cuidar da minha vida torne a sua digna. "Acho que você deveria fazer isso...", você não tem direito de achar nada, sabe muito pouco a meu respeito, contenha-se na sua insignificância e me esqueça. O dia que pagar minhas contas talvez tenha direito de opinar, mas por enquanto sua opinião é como pizza, eu não pedi. Ah, antes que eu me esqueça, a TPM mandou abraço.

Beijo :*
Elis

sábado, 20 de abril de 2013


Sou uma romântica incorrigível, já perdi as contas de quantas vezes me apaixonei por garotos que vi uma ou duas vezes na vida, aliás, acho que ser platônica já faz parte da minha personalidade ou sei lá. Nunca carreguei a fama de ser "normal", geralmente me acham muito de lua, mas minhas pequenas paixões são sem dúvida alguma um mistério à parte. Não escolho quem amar e não tenho motivos para amar, costumo idealizar muito gente que se quer conversei e na maioria das vezes prefiro não tentar levar um papo com os indivíduos, gosto de mantê-los apenas na minha imaginação, onde de alguma forma são o "meu tipo".
Pode parecer bobeira, mas mulher é um bicho estranho, conhecemos o cara e já imaginamos até o vestido de noiva que vamos usar, ou isso é só comigo? Espero que não.
Fico brincando com as possibilidades, interpreto qualquer meio sorriso como algo positivo "hummm, ele sorriu quando me olhou..."
Mas não gosto quando sou feita de boba, quem deixou fulaninha comentar na sua foto e curtir seu status? Quem? Ops, esqueci que você ainda não sabe que dentro da minha imaginação já nos casamos mil vezes em mil lugares diferentes. Não sei se sabe ao menos que existo, deixa pra lá não faz diferença.
Ah, sempre tão platônica. Sempre tão boba.

Beijo :*
Elis

segunda-feira, 15 de abril de 2013


Enquanto ziguezagueava pelos canais da TV parei exatamente em um filme de comédia romântica que tinha acabado de começar. Justo comédia romântica. Meu estômago revirou, mas criei coragem para encarar minha sessão - solitária - de cinema em casa. Você me deixou com o hábito horrível de gostar de explosões em filmes, e neste o máximo de aventura que teria seria a mocinha tentando encontrar o sapato perfeito para o primeiro encontro - idiota - com o carinha de olhos azuis. Respira. A primeira decepção foi quando em um encontro casual e desastrado surge uma troca intensa de olhares, tive que rir. Logo depois a garota procura loucamente pelo dito cujo toda vez que passa por aquele mesmo lugar. Fechei os olhos reprimindo as lembranças de todas as vezes que passei pelos lugares que costumávamos fazer lazer nos finais de tarde. Já não jogo boliche há tempos, isso era algo nosso, era.
Fico irritada quando a mocinha não percebe que o cara é um idiota que não quer mais nada além de dar uns "pegas" nela. COMO PODE ISSO?
O filme vai ficando cada vez mais piegas e surreal quando o idiota se descobre apaixonado pela bobona que  fez de otária. Começo a rir loucamente e logo em seguida choro. Choro por perceber o quão idiota uma mulher pode ser quando se quer nota que o príncipe não passa de um bobo da corte, e que mesmo depois de tudo que sofreu uma declaraçãozinha e um sorriso - falso - já são o suficiente para que ela cai nos braços do canalha de novo. Choro por saber que comigo foi assim. Definitivamente odeio comédia romântica. 

Beijo :*
Elis

sábado, 6 de abril de 2013


Hoje em dia se você não gosta de algo já é considerado preconceituoso, mente fechada, sem cultura e o diabo à quatro. Estamos sendo forçados a engolir frases como "Isso é Brasil, e é a sua obrigação achar legal!". NÃO NÃO, definitivamente NÃO. 
Odeio pegação em público, funk no ônibus, gente que assume bissexualidade por modinha idiota adolescente. Odeio preconceito, tatuagem escrota, exibicionismo em exagero nas redes sociais, se eu quisesse ver peitinho e "pintinho" certamente visitaria sites específicos para isso. Não suporto quando confundem "mas" com "mais", pseudo-intelectuais, palavrão em exagero, bullying. Tenho nojo de traição, amizade falsa, chantagem emocional, de quando dizem "eu te amo" sem realmente amar. Acho patético casais que namoram para os outros. Me revolta maldade com crianças, idosos e animais, assim como toda essa merda de corrupção.
Não gosto quando dizem que rock é do capeta. Odeio quando falam mal de uma pessoa porque ela morreu de AIDS ou por usar drogas, isso diminui tudo o que ela fez de bom?
Não gosto de cantada de pedreiro, de mulher ser tratada como um pedaço de carne, dinheiro ser pré-requisito para um futuro namorado/marido (oi?).
Me chateia quando o chocolate acaba, mas a TPM não, quando os pais nos comparam aos filhos dos outros, quando fico mais de 20 minutos esperando um ônibus...
Tem mais um milhão de coisas que não gosto. Sou do time dos que reclamam demais também...

Beijo :*
Elis 

terça-feira, 2 de abril de 2013


Encontrei no meu celular sua primeira sms, curta, mas que mesmo depois de um tempo ainda me causa uma sensação estranha de ser querida por alguém, e até amada talvez. 
Não consegui driblar sua insistência e antes dos 45 minutos do segundo tempo já estava rendida pelo seu jeitinho manso de falar. Não sou o tipo de garota fácil, isso é o que outros caras dizem, não basta apenas ter uma boa cantada, tem que que saber jogar comigo, em outras palavras precisa me conquistar.
Nunca fui normal quando o assunto é relacionamento, não sei ser melosinha, salvo nos dias de tpm, mas acho que devo toda essa falta de "mimimi" ao último idiota que deixei entrar na minha vida e no meu coração.
Como já dizia aquela velha música "complicada e perfeitinha..." sem a parte do perfeitinha, é claro.

Beijo :*
Elis

terça-feira, 26 de março de 2013


Amiga, ele não vai ir atrás de você, a não ser que queira algum tipo de prazer pessoal, mas não se empolgue, porque o seu papel será apenas de estepe até o idiota encontrar outra bobinha que caia naquela velha história que pelo menos uma vez na vida toda mulher vai cair.
Não se assuste, quero seu bem e alertá-la que pessoas não mudam de um dia para o outro, homem cafajeste sempre vai ser cafajeste, ou pelo menos até encontrar uma mulher ainda pior do que ele, é claro, porque aí o idiota vai sofrer horrores e lembrar de como tudo era melhor quando ele tinha você, a menina meiga e prestativa, e não vai ter mais volta (felizmente!).
O ser humano tem essa mania de só aprender levando tombos na vida e outros nem assim. Já vi muitas garotas se humilhando para "meninos de merda", que em um momento jurava amor eterno para uma e na próxima esquina já estava com outra. Está sendo um choque de realidade? Que ótimo, esta é justamente minha intenção.
Eu sei bem o quanto é ruim se sentir magoada, mas sabe, isso passa. Chega um momento que já não dói lembrar o nome da pessoa ou de como vocês compartilhavam sonhos. Por experiência pessoal e observando os outros entendi que temos que viver o hoje e guardar aqueles sonhos de casamento, filhos e outras coisas apenas para nós mesmos por um tempo. Planejar é bom, mas preste bem atenção se o campo que está regando realmente tem chances de florescer. 
Aliás, acho que esse é o problema de quando um relacionamento acaba, não sofremos apenas pelo fim em si, mas por todos os planos irem água abaixo, uma sensação de sonhos desperdiçados. E justamente nessas situações é que costumamos sentir aquele vazio. Por isso, hoje compreendo que antes de compartilhar sonhos tenho que criar um plano B caso o relacionamento não dê certo, porque isso evita - e muito! - que você se sinta sem chão. O ideal é não fazer do outro seu mundo e sim um complemento, mas esse tipo de conselho só vai fazer sentido depois que quebrar a cara, lamento dizer isso, mas é verdade.

Beijo :*
Elis

domingo, 17 de março de 2013


Hoje levantei com aquele astral típico de domingo sem sol. Olhei pela janela e resolvi continuar deitada na cama. Fechei os olhos e um flashback de outros domingos começou a passar pela minha cabeça, domingos que costumava ter sua companhia mesmo que do lado vendo você assistir futebol.
Definitivamente não é um dia bom para quem não tem um amor. Aliás, existe dia bom para quem não tem ninguém? 
Ligo o rádio e aquela música que eu odeio, mas que você ama começa a tocar, acho que hoje é o dia oficial da nostalgia, dia de devorar um pote de sorvete e chorar assistindo comédia romântica, oh céus!
Sinto falta de observar você acordando e de ter com quem conversar até o dia amanhecer. Adorava as surpresas românticas e todo aquele blábláblá de "vamos ficar juntos para sempre", só esqueci de perguntar em quanto tempo acabava o seu "para sempre", teria me preparado melhor psicologicamente.
Sou inundada por lembranças, mas já não me fazem mal, meu coração está blindado.
Ah, tudo isso é uma grande bobagem! Amanhã é segunda-feira e a vida começa de novo, daqui sete dias me lembro de novo de lembrar de você, afinal, carência de domingo é perfeitamente tolerável, certo?

Beijo :*
Elis

 
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